quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A origem da Distribuição "t" de Student

William Sealey Gosset (1876-1937) estudou Química e Matemática na New College Oxford. Em 1899 foi contratado como Químico da Cervejaria Guiness em Dublin, desenvolvendo um trabalho extremamente importante na área de Estatística. Devido à necessidade de manipular dados provenientes de pequenas amostras, extraídas para melhorar a qualidade da cerveja, Gosset derivou o teste t de Student baseado na distribuição de probabilidades t.

Esses resultados foram publicados em 1908 na revista Biometrika, sob o pseudônimo de Student, dando origem a uma nova e importante fase dos estudos estatísticos. Gosset usava o pseudônimo de Student, pois a Cervejaria Guiness não desejava revelar aos concorrentes os métodos estatísticos que estava empregando no controle de qualidade da cerveja.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O uso do Sol para Medir o Tempo

O sol foi por muito tempo usado pelo homem como um relógio simples. A hora era estimada por meio do comprimento da sombra e a duração do tempo pelo aumento ou diminuição dessa sombra. Como anteparo para produzir sombra, o homem utilizava um objeto de comprimento estipulado, como por exemplo, no Egito, uma vara de aproximadamente 50 cm. Durante milênios o relógio do sol, com inúmeras formas de execução, foi o medidor de tempo mais utilizado.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A Escala de Temperatura Kelvin

A escala Kelvin (K) é uma homenagem ao Lord Kelvin, cujo nome inteiro era Sir William Thomson, Baron Kelvin of Largs, Lord Kelvin of Scotland. Lord Kelvin levou a idéia da temperatura um passo adiante com a invenção da escala Kelvin em 1.848. A escala Kelvin mede a temperatura mais baixa que pode existir. Ele afirmava que não há limite para quão alto a temperatura pode alcançar, mas que existia um limite para o quão baixa ela pode chegar. Kelvin desenvolveu então a idéia do Zero Absoluto. Sua escala começa nesse zero, 0 K que equivale a – 273,15ºC.

Nessa temperatura o movimento dos elétrons em um átomo pára completamente. Até o momento cientistas afirmam que não há nada no universo que chegue a atingir a temperatura absoluta de zero K.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A influência da Temperatura nas Medições

Será que o comportamento variável da temperatura do ar pode afetar a indicação de um instrumento de medição que está operando naquele ambiente?

Sempre foi evidenciado que a temperatura é o inimigo maior do metrologista, pois geralmente atua no sentido de prejudicar ou invalidar os resultados obtidos.

Mais importante do que medir é planejar a medição detalhadamente. Outros cuidados são necessários para a redução de erros durante a medição a fim de garantir resultados confiáveis.

A temperatura pode provocar dois efeitos. O efeito sistemático, um erro de medição, cujo valor podemos corrigir matematicamente da indicação do instrumento de medição. O segundo, denominado aleatório, é a componente de incerteza de medição devido à influência da temperatura.

A maioria dos instrumentos de medição são sensíveis às alterações nas condições ambientais, principalmente à temperatura. Se você observar o manual de um instrumento de medição, na seção especificação ou dados técnicos, conseguirá a informação de como se comporta este instrumento se a temperatura mudar durante o seu uso. Os fabricantes analisam o comportamento dos instrumentos realizando calibrações em diferentes temperaturas. No final deste estudo é determinado um “coeficiente de temperatura” muitas vezes denominado “temperature drift”.

No manual de uma balança, se você encontrar um coeficiente de temperatura igual a ± 2 ppm/°C implica que a indicação se altera em 2 vezes o valor da indicação, dividido por um milhão (que é o ppm = partes por milhão) a cada grau Celsius de variação de temperatura no ambiente. Note que neste exemplo não aparece o termo “indicação” no próprio coeficiente, mas é necessário multiplicar por este valor para encontramos o erro, devido ao efeito da temperatura, em unidade de massa.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Auditoria Interna de Serviço Realizado em Campo

Quando o laboratório realiza serviços em campo ele também deve auditar esta atividade. Por que?

Realizar serviços em campo é na maioria das vezes diferente de se realizar o serviço de calibração ou ensaio dentro do próprio laboratório. As principais são:

- o ambiente de trabalho: Nem sempre temos nas instalações do cliente um ambiente organizado e climatizado, limpo, sem vibrações e tensão elétrica estabilizada, por exemplo. Estes são fatores que sempre influenciam na qualidade dos resultados.

- Interesses comercias dos clientes: muitas e muitas vezes fiz serviços em campo e em algumas delas o cliente, contratante do serviço, costumava acompanhar de perto o trabalho preocupado se o resultado da calibração seria "bom" para ele ou não. Saber "segurar" a vontade louca dessas pessoas em nos influenciar para darmos um jeitinho no resultado é muito importante.

O que o auditor quer é que seja evidenciado nos serviços em campo que o serviço realizado não é influenciado pelos aspectos comentados acima e por outros que você eventualmente possa complementar.

Quais as evidências que você pode apresentar que a auditoria interna em campo foi realizada?

a) A auditoria de serviços em campo deve estar contemplada no plano de auditoria.

b) Incluir no relatório de auditoria interna dados que evidenciem a realização da auditoria: Local, serviços auditados, pessoas que representavam a empresa, com assinatura, documentos analisados (quando cabível), citar os registros dos serviços executados, e se houverem as não conformidades, o relato destas.

Não esqueça de realizar nas próximas auditorias, aquelas em campo.

Grande abraço,

Gilberto Carlos Fidélis
CECT
48 9977 2827
48 3234 3920

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Calibração e Verificação de Balanças

As balanças (instrumentos de pesagem) usadas para efetuar medições rigorosas ou com influência nos resultados dos ensaios (exemplos: balanças usadas na preparação de padrões, pesagem de amostras, métodos gravimétricos), devem estar calibradas em intervalos iniciais de calibração anuais ou semestrais, a serem ajustados consoante
o histórico obtido.

A calibração deve ser efetuada no local de trabalho habitual. As balanças devem estar instaladas respeitando as instruções dos fabricantes, normalmente em mesas próprias, longe de fontes de calor, luz solar direta e correntes de ar.

Deve ainda efetuar-se um controle periódico de funcionamento (verificação intermédia) de alguns erros de indicação entre os intervalos de calibração, de modo a controlar e conhecer a deriva da balança entre os intervalos de calibração. A periodicidade deste controle (exemplos: diário, semanal) deve ser estabelecida
com base na experiência e condições de utilização da balança. Este controle permite avaliar e otimizar os prazos de calibração estabelecidos, bem como detectar avarias ou falhas, não sendo necessária a utilização de pesos calibrados para efetuar este controle.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Calibração e Incerteza de Medição

Várias pessoas que acompanham o blog tem me perguntado sobre os cursos ministrados pelo CECT. Portanto, segue abaixo, os últimos cursos presenciais do ano:

Calibração, Ajuste, Verificação e Certificação de Instrumentos de Medição:
24 a 26 de novembro
Presencial em Piracicaba – SP

Incerteza de Medição em Calibrações, Medições e Ensaios
01 a 03 de dezembro de 2010
Presencial em Curitiba - PR

Veja em www.cect.com.br uma lista completa de cursos, inclusive à distância.